Nada é por acaso.Toquei no nome dela novamente. Sonhei com ela novamente. Só que dessa vez ela não me conhecia, quem sabe uma chance de começar de novo, não errar tanto. Mentir talvez. Ter cuidado com cada palavra, ter cuidado com o que eu poderia falar sobre mim, não falar sobre crenças, evitar desavenças. Ou quem sabe fazer o que eu deveria ter feito, ou seja, não ter feito nada, não ter existido pra ela, ter sido só mais um garoto tímido, com calças rasgadas, camisetas de banda e que usa lápis de olho, que sentava no fundo da sala. Não ligarei mais, o que eu disse, era tudo que eu queria dizer, e me conformei com um 'tá', palavra pequena e irrelevante, mas que de certa forma é tudo pra mim.
Sou um entre 6,5 bilhôes de individuos, pertencente a uma única espécie, entre outras três milhões de espécies classificadas, que vive num planetinha, que gira em torno de uma estrelinha, que é uma entre 100 bilhões de estrelas que compõem um galaxia, que é uma entre outras 200 bilhões de galáxias num dos universos possíveis e vai desaparecer. Olha como sou importante... imagine a importância que tem seu 'tá. Vai à mérda com seu 'tá'.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
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