terça-feira, 19 de abril de 2011

Foi numa tarde cinza, estranha, até porque tudo na minha vida é assim.

E eu sai pra caminhar, porque não tava com cabeça pra estudar,
um cigarro, outro. Vou por essa esquina ou na outra?
Se meu pai me ver fumando ele vai ficar de cara comigo,
mas que se foda, eu sou assim.
Dobrei a esquina, e ai então estava ela, e , eu não esperava.
É claro que eu esperava, mas não assim, der repente, de frente.
E eu precisava dizer, eu precisava perguntar, e quem sabe era a vida
dela e a minha morte. 
Sentei, esperei, me acalmei. Não. Não me acalmei, só disse
antes que tivesse uma de minhas crises. 
Falei. Pronto.

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