segunda-feira, 25 de outubro de 2010

" Quando O Dia Aquece Sementes Mortas (a Amarga História Do Rei Do Nada) "


''Na triste história
das misérias de uma vida
fui o Rei,
jogado às traças em seu próprio castelo,
acorrentado,
perseguindo vagalumes e
palavras de duas pontas,
prontas pra cortar os fios
que movem estas pernas
e fazem o Rei dançar,
esperando o cadafalso se abrir
para conquistar a existência
em tua atenção,
quando ao ar chutar estes ossos,
e você aplaudir.''(Dance of Days)



Sinto me um rei, imperador, 
aos meus pés toda depressão
e toda tristeza
se agarram em meu trono,
pedem misericórdia.
Pedem que não as deixe.
Sabem que tenho uma queda por elas,
é uma pena que só me reste elas, 
mas sabem que já fui um deles, 
o vício persiste, ela não sai das ruas, 
dos sonhos.
O único que sabe sobreviver
na vale das sombras da morte,
os anestésicos estão em falta, 
quando a doença vem, vem forte
vem pra matar. Espero, vivo
não me arrependo.
Flores. Acho que precisa sim 
ter cuidado com os espinhos,
já não sei se é flor, devo ter 
me enganado com uma miragem 
e caido numa roseira,
 uma roseira sem flores, 
apenas espinhos. 
Os espinhos me cegaram,
me envenenaram,
não estou sentindo meu corpo
só lembro da miragem,
a qual não sei se é miragem ou
realmente existe.
Ainda espero pela flor,
mesmo que eu só sinta os espinhos.
É errado eu sei.


Sobre meu império,
elas se sentem atraídas por mim,
nada de fidelidade,
são apegadas a mim,
mas ficam com qualquer um.
Depressão é a mais solta,
fica sempre de lábio a lábio, 
procura qualquer um que tenha sentimentos.

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