domingo, 26 de setembro de 2010

 As Crianças do Campo
Onde até a estrela que brilha mais forte brilha mais. Poder olhar as estrelas sem estar pisando em asfalto e sem ter um prédio atrapalhando a visão. Ouvir o silêncio das buzinas bravas. Sem cleptomanias, sem narcisismos idiotas. Sem críticas auto-destrutivas, meu conceito de paraíso.
Quão mais tentes dizer'' você está no meio do mato''eu lhe retruco: entre seu corpo esquálido e o cálice vazio, entre os lábios rachados, entre as cinzas do que restou de ti frente a teus medos e o que contará para teus filhos? Entre o espaço dos dias que nunca se vão e o olhar deprimido frente a televisão. Quão mais tentes dizer... Você sabe que não há, você está numa selva de pedra! E cada vez mais seu mundo diminui. Nos últimos tempos é o primeiro domingo em que não precisei fingir. Hoje a vida não foi algo tão distante. Uma rosa, uma rosa cor-de-rosa. Fiquei  olhando pra ela e fiquei pensando se ela fosse uma flor, seria aquela rosa, não sei bem o porque mas tinha o jeito dela, o perfume dela e imprevisível como ela, no outro dia fui ver novamente a flor, uma surpresa, ela havia desabrochado mais, havia ficado o dobro do tamanho. Continua sendo a mesma flor, só que um pouco diferente. Sempre digo que não vou.. mas não consigo evitar, sou assim, tem coisas que agente não escolhe. É por vício que me entrego, é esquizito mas sincero.

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