O perfume dela
SonhoEu e meu escudeiro estávamos caminhando(no centro) perguntei a ele como eu nunca mais tinha visto ela, mas agora irei me referir a ela como 'Cordeiro', meu escudeiro disse que talvez ela tivesse ido embora mesmo, o que eu mesmo no sonho sabia que não era verdade pois sabia que Cordeiro vivera aqui mesmo. Um instante após isto, vejo Cordeiro e ele, agora por mim chamado de ''o filho de Amóz''. Estavam sentados conversando, ela não estava olhando pra mim, como sempre olhava, aqueles olhos negros que por vezes me deixou com medo, e por vezes me fez feliz. Caminhamos um pouco mais e ela veio e abraçou o Marcelo, meu escudeiro, eu me adiantei, não olhei diretamente pra ela, porque sei, que aqueles olhos... tem um poder de me deixar estagnado...
Caminhamos mais ate que ele, o profeta não pudesse ver, ele estava nos observando a distancia. Até que tive certeza de sua miopia era completa, abri me os braços e ela veio ao meu encontro, nos abraçamos e nos beijamos como dois amantes, mas havia algo diferente, o beijo dela, já não tinha o mesmo gosto, era o beijo dela com certeza, mas estava mudado, diria afetado... Mesmo assim voltei a sentir a sensação de êxtase e bem estar que só ela consegui fazer que eu tivesse. Entramos em uma casa de madeira, algo como um galpão, tinham mais pessoas, parentes dela talvez.
Eu perguntei a ela o que havia acontecido, o porque do sumiço e...
Ela disse: - foi o jogo, jogo, jogo, jogo!
Eu: - O que?
Ela: - jogo!
Eu: - O que tem o jogo?
Ela: Meu pai fez uma aposta em um jogo, apostou 'minha mão e perdeu, é por isso que estou com ele, é por isso que eu sumi esse tempo todo.
Eu entendi na hora, não fiz mais perguntas. Depois disto uma mulher pediu para tirar uma foto de todos que estavam lá, a mãe de cordeiro talvez... Escondi meu rosto, não sei bem porque, mas acho que é para que o profeta não me reconhecesse e talvez ficasse bravo, e poderia descontar em cordeiro, que parecia estar 'usada, e sem inocência, mas ainda tinha amor por mim, ela parecia me dar bastante atenção por achar que eu ainda era aquele garoto, aquele mesmo garoto, é talvez eu fosse mesmo...
Agora sem mais nem menos, estávamos na casa de minha avó, ela estava com minhas primas na cozinha, lembro de ter abraçado a cordeiro uma vez mais, depois fui pra sala, havia uma aranha em baixo de um papel branco de bala, peguei um chinelo preto e matei ela, e assim termina mais um de meus sonhos híper-realistas.
( Quando acordei, pela manhã, fiquei de certo modo feliz e aliviado, senti até um frio na barriga como se eu fosse encontrar ela no colégio outra vez.)"As vezes uma página em branco é tudo que alguém precisa para se recuperar."( Quando acordei, pela manhã, fiquei de certo modo feliz e aliviado, senti até um frio na barriga como se eu fosse encontrar ela no colégio outra vez.)

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