sexta-feira, 29 de julho de 2011

As aparências...
Cigarros são como se fossem um último desejo pra alguém que está esperando a morte chegar. Como alguém que foi condenado a morrer na forca, está com os olhos vendados e a única coisa que pede é um simples cigarro. Medo, algo que me acompanha quase o tempo todo, medo também é a imaginação usada de forma errada, contra si próprio. Uma coisa de si, contra si. A essa hora meus amigos imaginários já devem estar todos decepsionados por serem trocados por sentimentos tão primitivos e desnecessários. Estou agora no ônibus voltando pra casa, reparei num casal jovem, estavam comentando que gostariam de sentar em poltronas lado a lado, perguntei se o rapaz gostaria de trocar de lugar comigo pra poder ficar do lado da namorada dele, ele disse sim e ficou agradecendo uma meia hora. Nada de mais, eu só esperava que alguém fizesse aquilo por mim, se fosse eu no lugar dele, quem sabe quanto tempo ele pode ficar perto dela. Um pouco mais depois eu adormecido de cansaço, ouvi a moça falar pro namorado: - Viu como a gente não conhece as pessoas, não é porque ele gosta de rock que é má pessoa. O rapaz concordou. Eu estava com uma jaqueta de couro, uma camiseta do Led Zeppelin e calçando nos pés coturnos enormes, e pelo que ouvi eles comentando, isso já é motivo pra me interpretar mal, e isso que eu nem sou um daqueles punks do centro de Porto Alegre com cem mil pircings na cara.
''Quando um homem repara em uma mulher e não olha seus peitos, ele corre perigo.''

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