A propriedade é um roubo, já bem o dizia o filósofo. Como consegue-se viver à sombra do nada próprio em revérbero escuro, ou até mesmo à escuridão da falta de reflexo, ao amargo da falta de propriedade no fundo dos olhos? Esclareço: São vampiros, caros senhores. Vampiros de dentes de plástico afiados como suas línguas e venenosos tais quais suas palavras. Gargarejam groselha com mel e cospem seus próprios olhos. Brindam em taças de vento e festejam através das frestas, tão velhos quanto o calor do sol, pois caminham de sombra em sombra apropriando-se da existência alheia, contudo, nada tem. Logo o que não se lhes dá o tentam tomar. A propriedade é um roubo, caro caríssimo, mas a falta de propriedade na alma é um roubo maior ainda.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
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